Certa feita, escrevi num poema que "o espelho não ensina senão uma poeira invertida, e a inversão é sua maior virtude". Em seguida: "o espelho é moralmente pobre". Quem sabe a paixão pela obra ousada, quando for nossa a parte feita, possa nos redimir do nosso onanismo existencial. Pra isso, precisamos perder-nos de nós mesmos.
Penso que se apaixonar deve acontecer apenas uma vez na vida. Pois, ao se apaixonar por alguém ou até por si mesmo, podemos nos esquecer das coisas mais importantes de nós ou da outra pessoa.
Se entender e entender o outro é um processo lento, difícil, gradual e, às vezes, mesmo após décadas, não conseguimos compreender completamente quem somos ou o que fazemos.
Vejo que é bom se apaixonar, mas nunca por si mesmo ou por tempo demais em alguém, pois podemos nos perder em nós mesmos.
A paixão não controlada leva a cegueira, na qual só é quebrada com a morte ou com o objeto referenciado destruído.
Certa feita, escrevi num poema que "o espelho não ensina senão uma poeira invertida, e a inversão é sua maior virtude". Em seguida: "o espelho é moralmente pobre". Quem sabe a paixão pela obra ousada, quando for nossa a parte feita, possa nos redimir do nosso onanismo existencial. Pra isso, precisamos perder-nos de nós mesmos.
Baita reflexão!
Penso que se apaixonar deve acontecer apenas uma vez na vida. Pois, ao se apaixonar por alguém ou até por si mesmo, podemos nos esquecer das coisas mais importantes de nós ou da outra pessoa.
Se entender e entender o outro é um processo lento, difícil, gradual e, às vezes, mesmo após décadas, não conseguimos compreender completamente quem somos ou o que fazemos.
Vejo que é bom se apaixonar, mas nunca por si mesmo ou por tempo demais em alguém, pois podemos nos perder em nós mesmos.